PM e manisfestantes entram em confronto no Recife

Uma série de protestos por moradia complicou o trânsito e acabou em confronto entre manifestantes e policiais do Batalhão de Choque no Recife. Os manifestantes, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), promoveram bloqueios em diversos pontos da capital pernambucana. Ao chegarem ao Palácio do Campo das Princesas, os manifestantes entraram em confronto com policiais militares que tentavam impedir o protesto. A PM usou balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar a multidão.

Após o confronto, uma comissão de manifestantes foi recebida por representantes do Governo Paulo Câmara. Em seguida, eles saíram em passeata pelas ruas do Recife.

Governo emite nota:

A Polícia Militar de Pernambuco foi acionada, na manhã de hoje (11.10), para conter atos de vandalismo praticados por manifestantes que protestavam contra cortes do Governo Federal, no Programa Minha Casa Minha Vida, conforme pauta divulgada por esses movimentos à Imprensa. 
 
Com agressividade, os manifestantes, ao chegarem ao Palácio do Campo das Princesas, tentaram derrubar o gradil que faz a segurança do patrimônio público e atacaram os policiais que faziam a contenção. 
 
Antes do incidente, o chefe da Casa Militar, coronel Eduardo Pereira, se dirigiu aos manifestantes e pediu, como de praxe, que fosse formada uma comissão a ser recebida por representantes do Governo. O movimento, surpreendentemente, negou-se ao diálogo e partiu para o ataque. Policiais militares foram recebidos com pedras e atingidos na cabeça até com tijolos. 
 
O Governo do Estado presta solidariedade aos policiais militares atingidos. E registra que, por meio da Casa Civil e da Secretaria de Habitação, o Governo tem dialogado permanentemente com todos os movimentos sociais. Ontem mesmo, integrantes desses movimentos estiveram com o próprio secretário de Habitação do Estado, Kaio Maniçoba, e com a Casa Civil. 
 
O atual Governo é pautado pelo diálogo com a sociedade civil e recebe comissões sempre que procurado. Mas não serão tolerados atos de vandalismos como os registrados hoje. É dever do Estado manter a ordem pública. Disso, jamais abriremos mão.

 

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