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#Coluna O dilema do acesso a universidade pública no país, por Jeniffer Nascimento

Publicado em: 23/01/2014 - 14:22m

Hoje a Comissão de Processos Seletivos e Treinamentos (Covest) – Instituição que organiza o vestibular da UFPE – divulga o resultado do processo para 2014.

Este ano foram mais de 40 mil inscritos, com o intuito de disputar as poucas mais de 6 mil vagas. Ou seja, cerca de 34 mil pessoas ficarão de fora, não estarão aptas a estudar em uma Universidade Pública. Com o intuito de suprir esse imenso déficit de vagas, o Governo Federal lançou o Programa Universidade para Todos (Prouni), no qual os estudantes oriundos da rede pública de ensino e os bolsistas integrais das instituições particulares poderão concorrer a bolsas integrais e parciais em faculdade particulares, esta seleção é feita com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Mas há uma série de perguntas e questionamentos a cerca desse acesso ao ensino superior:

1 – Por que ao invés de investir recursos em uma instituição particular o governo não abre aquela vaga em uma instituição pública?

2 – Com isso o governo é quem está financiando os tubarões da educação com os impostos que pagamos com tanto sacrifício?

3 – Por que uma prova é quem vai dizer se a pessoa está apta ou não a ter acesso a Universidade?
Essas são apenas algumas das incógnitas que norteiam o pensamento de vários cidadãos.
Para se tornar aluno de alguma universidade pública hoje, o candidato terá que fazer uma prova, grande maioria das instituições utilizam a nota do ENEM total o parcialmente no processo seletivo, isso quer dizer, é uma prova – ou estupro mental – de 180 questões, feita em dois dias e uma redação que dirá quem é e quem não é capaz. Há pessoas que se preparam o ano inteiro para o tão sonhado vestibular, há gente que já tentou várias outras vezes, mas que aos olhos do governo é menos capaz do que aquele que tirou alguns décimos a mais.

Tem gente que nem imagina o quão decepcionante é ser atestado como incapaz por que não foi aprovado no vestibular, o quão é dilacerador para o candidato e para a família ver um sonho ser adiado ou até destruído.
Enquanto isso, o Governo faz suas lindas campanhas dizendo que o filho do pedreiro terá acesso ao ensino superior através do Prouni. Enquanto isso os aprovados no vestibular estudam em universidades quase sempre sucateadas, com uma infraestrutura completamente precária, com uma burocracia enorme até para a simples instalação de bebedouros.

Pois é Governantes, acredito que antes de investir no privado, a prioridade deveria ser o público, que antes de cuidar da casa dos outros é necessário cuidar da sua e fazer com que ela seja realmente pública, afinal se qualquer um não pode ter acesso, então não é público.

Elielson Lima 23 jan 2014 - 14:22m

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