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FHC: "não vejo diferença entre vitória de Aécio e Eduardo"

Publicado em: 23/01/2014 - 17:41m

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O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que não vê diferenças entre possíveis vitórias do senador Aécio Neves, de seu partido, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República nas eleições de 2014. “Não estou pensando partidariamente, estou pensando historicamente. Está na hora. O Brasil precisa arejar”, disse FHC em entrevista exclusiva ao blog do jornalista Josias de Souza.

Apesar de demonstrar simpatia ao pernambucano, o presidente de honra do PSDB ponderou que prefere Aécio Neves. Sua justificativa envolve a estrutura partidária. Para ele, os tucanos, por representarem o maior partido de oposição à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), teriam mais condições de administrarem a “mudança” política. “Tem uma estrutura partidária maior. Mas acho que o Eduardo está tomando posições que são corretas e vai arejar de qualquer maneira”, completou.

Afastado da “mundo político”, comparado ao ex-presidente Lula (PT), que ainda costura palanques em diversos estados, o ex-presidente tucano acredita que existe uma “fadiga material” por conta dos 12 anos de administração petista. “A população está sentindo que está na hora de mudar, mas essa eleição só será ganha pela oposição se alguém da oposição, seja quem vier a ser, tiver coragem de dizer as coisas como elas são, com simplicidade.”

Aliança de Eduardo e Marina Silva
O ex-presidente avaliou que esta é a primeira vez, desde que o PT assumiu o governo federal, que houve um deslocamento de grandes proporções da base de apoio. Para ele, este reflexo, quando se fala no eleitor, só será sentido após a Copa do Mundo. “Tanto a Marina quanto o Eduardo saem do bloco do governo e vão pro outro lado”, afirmou. “A campanha vai forçar uma certa radicalização. E acho que há, pela primeira vez também, uma articulação positiva entre o Eduardo e o Aécio.” Para FHC, ambos entenderam que precisam “somar forças.”
A ex-ministra Marina Silva se filou ao PSB em outubro do ano passado, após não conseguir viabilizar a criação do seu novo partido, a Rede Sustentabilidade. FHC ponderou que os problemas sentidos entre as duas forças políticas são estritamente partidários. “A resistência dela é outra. Ela quer fazer o partido dela”, opinou FHC.
Atualmente, o PSB e a Rede enfrentam problemas na formação de palanques em estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Neste último estado, o PSB planejava apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas enfrentou resistência da Rede, que defende a “nova política” como bandeira. “O objetivo da Marina não é eleger o Eduardo, é fazer a Rede. E ela quer ter candidatos que permitam que a Rede exista. Então, nesses estados em que ela tem candidatos que podem fazer alguma aglutinação, ela vai defender os interesses dela.”

Elielson Lima 23 jan 2014 - 17:41m

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