Campanha – Governo de PE – 130 mil empregos novo
Prefeitura de Jaboatão
Sem categoria

Cubana que participava do Mais Médicos pede asilo político

Publicado em: 05/02/2014 - 23:20m

20140205-201946.jpg

Integrante do Mais Médicos, a cubana Ramona Matos Rodriguez, de 51 anos, deixou o programa e anunciou, nesta quarta-feira (5), que vai pedir asilo político ao Brasil. A médica passou a noite refugiada na liderança do DEM na Câmara dos Deputados, aguardando uma decisão do governo brasileiro.

O líder do partido na Casa, deputado Mendonça Filho, e o ex-vice líder, Ronaldo Caiado (GO), informaram que entrarão ainda hoje, junto ao Ministério da Justiça, com pedido de asilo político para a médica, além de solicitar esclarecimentos à Polícia Federal sobre um suposto grampo realizado no celular da profissional.

Ramona Rodriguez chegou ao país em outubro do ano passado e atuava no município de Pacajá (PA). A médica diz que deixou a cidade no último sábado e seguiu para Brasília após descobrir que o valor de R$ 10 mil pago pelo governo brasileiro a outros médicos estrangeiros era muito superior ao que ela recebia pelos serviços prestados.

Em entrevista, ontem, ela contou que recebia por mês US$ 400 para viver em solo brasileiro e outros US$ 600 seriam depositados em uma conta num banco cubano, dinheiro que só poderia ser movimentado quando do retorno à ilha.

Polícia Federal – Acompanhada pelos deputados, Ramona Rodriguez contou que, depois de sair do município paraense, onde atendia pelo Mais Médicos, para pedir auxílio aos parlamentares oposicionistas, ficou sabendo por uma amiga que a casa onde morava havia sido visitada por agentes da Polícia Federal.

Enquanto não houver uma manifestação oficial sobre o caso, a médica cubana continuará dormindo na liderança do DEM na Câmara Federal. “A Câmara dos Deputados é inviolável, portanto, vamos garantir segurança jurídica à médica”, disse Mendonça Filho, se comprometendo a oferecer ajuda a outros médicos que também estejam na mesma situação.

Ramona explicou que o contrato que regia sua permanência junto ao Mais Médicos era mediado por uma empresa cubana de comercialização de serviços médicos e tem o consentimento da Organização Panamericana da Saúde (Opas). “O Brasil aceitou esse contrato, mas se continuar com essa situação, estará compactuando com esse crime”, acrescentou Ronaldo Caiado.

Elielson Lima 05 fev 2014 - 23:20m

Comentários

Pesquisar

Publicidade

Curta no Facebook

Publicidade

Arquivos do Blog