Governo – Pandemia não acabou
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Eduardo desafia Dilma Rousseff para o debate


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Depois de criticar e citar nominalmente a presidente Dilma Rousseff (PT) no interior do estado, no final de semana passado, o governador Eduardo Campos (PSB) afirmou, ontem, que a adversária pretende fugir do debate político. O governador falou sobre o assunto numa palestra realizada na Associação Comercial de São Paulo, no estado paulistano, o maior colégio eleitoral do país. Lá, ele cumpriu uma extensa agenda política como pré-candidato a presidente, encontrando-se também com médicos, ambientalistas e lideranças da Rede Sustentabilidade. A ex-senadora Marina Silva participou da agenda com defensores ambientais. “A presidente da República, e todos nós a respeitamos enquanto presidente do nosso país, não tem o direito de fugir de debate”, afirmou o gestor socialista, sob aplausos da plateia presente, formada por empresários. Ele falou sobre o assunto ao citar reuniões com veículos de comunicação onde seus representantes ouviram relatos de que a petista não tem interesse de participar de debates.

A visita de Eduardo Campos se deu num campo de estratégia adotado pelo pernambucano para conquistar parte do segmento empresarial e industrial brasileiro que também se queixa da condução da política econômica do governo Dilma. A insatisfação anda tão latente que alguns representantes do setor têm procurado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ele concorra à Presidência no lugar da petista. Um nicho que será afagado pelo socialista.

Na mesma solenidade, Eduardo Campos afirmou que poderia esperar para disputar a eleição em 2018, porém depois emendou. “Mas acho que o país não aguenta esperar”, afirmou, dessa vez sem citar o nome da presidente, como fez no final de semana, ao afirmar que o país não aguentava mais a gestão de Dilma.

Segundo o governador, muitos problemas atuais foram gerados por decisões erradas do governo da petista. O presidenciável, cujo partido deixou a base governista em 2013, relatou que o Brasil vinha crescendo alinhado com a América Latina, mas perdeu o rumo a partir de 2011. “O mundo foi se organizando na pós-crise, os blocos foram se adaptando, uns com mais dificuldade e outros com menos (…), mas nós erramos em tomar muitas decisões”.

Elielson Lima 11 mar 2014 - 15:17m

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