Governo – Pandemia não acabou
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Depois de um longo tempo, Marina será anunciada vice na chapa de Campos


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Depois de meses do ingresso da ex-senador Marina Silva no PSB, finalmente o ex-governador, Eduardo Campos (PSB), apresenta hoje a correligionária como sua vice na sua chapa presidencial. O evento acontecerá no Hotel Nacional, às 15h. Entre as lideranças pernambucanas que estarão presentes no ato estão o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB); o pré-candidato ao governo do Estado, Paulo Câmara (PSB); o pré-candidato ao senado, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), deputado Raul Henry, pré-candidato a vice além do presidente estadual da legenda, Sileno Guedes.

A agenda de hoje dará início a um esforço do PSB para tentar acelerar a transferência de votos da ex-senadora para Eduardo Campos. O ato em Brasília abrirá uma nova etapa na trajetória da dupla, que agora lutará para se aproximar de Aécio Neves (PSDB) na disputa pelo segundo lugar na corrida ao Palácio do Planalto. A prioridade é deixar claro que Campos será o cabeça de chapa e sinalizar aos financiadores de campanha que ele tem chance de ultrapassar o tucano e chegar ao segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

Se fosse candidata a presidente, Marina teria hoje quase o dobro dos votos do aliado. Ela chega a 27% no cenário com Dilma e Aécio. Quando Campos aparece como candidato, alcança apenas 10% no cenário com os nanicos, aponta o Datafolha. A diferença mostra que a exsenadora ainda é muito mais conhecida e popular que o aliado.

A união dos dois foi selada há seis meses, mas a migração de votos não ocorreu no ritmo esperado. Políticos próximos a Campos reclamam, nos bastidores, que o programa de TV do partido teria contribuído para o problema, ao não deixar claro que ele é o candidato à Presidência. A propaganda foi ao ar no último dia 27.

Com o anúncio de hoje, Campos pretende sepultar de vez as especulações sobre a possibilidade de uma inversão de chapa, com Marina à frente e o ex-governador assumindo a vice-presidência. A ideia sempre foi rechaçada pelos dois, mas ainda acalentava esperanças de “marineiros” e empresários que se aproximaram da ex-senadora na eleição de 2010, quando ela ficou em terceiro lugar na corrida presidencial. “Em nenhum momento essa hipótese foi cogitada. Nem pela Rede, nem por nós”, afirma o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira.
Campos e Marina iniciam agora uma maratona de viagens pelo Brasil, com a meta de dar a maior visibilidade possível à chapa. Devem visitar 150 cidades até junho, mês das convenções partidárias. Como a campanha oficial ainda não começou, eles terão que marcar palestras e visitas a entidades como universidades, sindicatos e associações comerciais.

“Vamos marcar o máximo de agendas com os dois juntos. A prioridade é mostrar ao país todo que eles estão unidos pelo mesmo programa de desenvolvimento sustentável”, diz Pedro Ivo Batista, da coordenação da Rede, o futuro partido de Marina. Depois da Copa do Mundo, os dois devem cortar o “cordão umbilical” e passar a fazer viagens separados, numa estratégia para visitar mais regiões e compensar o pouco tempo que terão na TV. Eles ainda apostam no apoio de intelectuais e artistas e convidaram o escritor Ariano Suassuna, 86, para estrelar o ato de segunda.

Elielson Lima 14 abr 2014 - 13:18m

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