Governo – Pandemia não acabou
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#Retrô Miguel Arraes é preso no Palácio do Campo das Princesas, mas não renuncia


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No dia 1º de abril de 1964, uma quarta-feira, do lado de fora do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, no Recife, havia bloqueio de veículos militares e canhões apontados para o prédio. Oficiais do então IV Exército, dentro do palácio, exigiam que o governador Miguel Arraes – considerado “subversivo” pelos militares que haviam deflagrado, na época, o golpe de Estado que derrubaria o presidente João Goulart — renunciasse ao cargo.
Arraes, eleito por expressiva maioria nas eleições de 1962, e governador do Estado havia pouco mais de um ano, recusou-se, para “não trair a vontade” dos que o haviam eleito. Foi preso e levado para uma unidade militar. Depois, transferiram-no para a Fortaleza de Santa Cruz, no Rio, até seu exílio interno na ilha de Fernando de Noronha, onde permaneceria 11 meses, até ser libertado por um habeas-corpus impetrado em seu favor no Supremo Tribunal Federal e pedir asilo político ao governo da Argélia, onde viveria até a anistia de 1979.

Morto em 2005 aos 88 anos, depois de governar Pernambuco por mais duas vezes, seu neto Eduardo Campos é hoje candidato a presidente da República.

Elielson Lima 05 abr 2014 - 3:03m

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