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Jungmann reitera fala do prefeito de Jaboatão sobre a campanha socialista em PE

Publicado em: 13/06/2014 - 18:03m

Jungmann

As críticas feitas pelo prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), ao modelo de coordenação da pré-campanha do socialista Paulo Câmara ao Governo do Estado, de que há exclusão dos aliados nas discussões, foram endossadas pelo vereador do Recife Raul Jungmann (PPS). O pós-comunista classificou as declarações do tucano como um alerta que precisa ser ouvido pela Frente Popular para que as decisões não sejam exclusivas aos socialistas, indicando que nem mesmo as agendas da majoritária são repassadas aos apoiadores da postulação.

“Acho que ele (Elias Gomes) está coberto de razão ao dizer que essa campanha hoje é conduzida de uma forma muito centrada no PSB. Vamos colocar isso de forma muito clara. É uma frente, mas os espaços de coordenação e decisão são exclusivos do PSB. Eu nem o meu partido, por exemplo, recebamos uma agenda de Paulo Câmara. Eu não sei o que faz o meu candidato a governador”, disparou Raul Jungmann, completando: “Somos tratados como estranhos por essa campanha”

O vereador indicou que é surpreendido muitas vezes por informações de que Paulo Câmara visitou colégios eleitorais onde ele possui expressiva votação e não houve convocação de participação. E questionou as últimas cobranças de engajamento aos aliados de legendas da Frente. “Não se pode cobrar que as pessoas entrem numa campanha quando são deixadas de fora. Está todo mundo do lado de fora. Isso reclamam todos. isso é voz corrente entre vereadores e deputados”, revelou o parlamentar.

Raul Jungman ainda destacou que a Frente Popular precisaria mudar a sua estratégia eleitoral, uma que  o ex-governador Eduardo Campos (PSB), que disputa a Presidência da República, está concentrado em sua própria postulação e pelo fato de o nome escolhido para representar o bloco ser um estreante em disputas eleitorais.

“Quem detém o grande capital de voto, que é Eduardo Campos, está fora do estado. Foi um risco escolher alguém que tem um excelente histórico profissional, mas evidentemente que não tem biografia política. O nervo da campanha é a transferência de voto, que fica muito debilitada. E, quando você agrega a isso uma estrutura excludente, ocorrem erros que comprometem o desempenho. Esse é um alerta que fazemos para o bem da campanha. Esse é o objetivo”, cravou o vereador.

DECISÃO

Jungman ainda frisou que Paulo Câmara precisa assumir o protagonismo de sua própria campanha. Conforme o vereador, o fato de o postulante a sucessor do governador João Lyra Neto (PSB) assistir a divisão da coordenação entre outros nomes do PSB, a exemplo do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), o impede de ter o domínio de colocar a suposta voz ativa que exercerá quando, caso eleito, estiver à frente da administração estadual. “Quem fecha alianças, por exemplo, deve ser aquele que estará, no futuro, governando o estado. Como ele poderá governar quando as alianças para o seu governo não passaram por ele?”, questionou.

Elielson Lima 13 jun 2014 - 18:03m

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