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Eduardo Campos morre em queda de avião na baixada santista


EC

O ex-governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) morreu na manhã desta quarta-feira (13) na queda do jatinho que o levava para Santos, em São Paulo. Eduardo morreu no mesmo dia que o seu avô, Miguel Arraes, que faleceu em 2005.

De acordo com a Força Aérea, a aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h. “A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.

“O avião saiu do Rio para o Guarujá para o candidato participar de uma palestra sobre a questão portuária. O tempo estava muito ruim e o avião arremeteu. Ele era muito jovem e determinado, com uma carreira muito extensa para a idade”, afirmou o presidente do PSB em São Paulo, Márcio França.

Às 10h30, Eduardo Campos teria entrevista coletiva na Praia do Mercado, seguida de curta volta de catraia (meio de transporte da região portuária). Às 12h, no Guarujá, participaria do seminário Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, no Hotel Sofitel Jequitimar. Às 14h30, em Santos, concederia entrevista à TV Brasil (Band).

Adversário de Eduardo Campos nas urnas, mas amigos na vida pessoal, Aécio Neves (PSDB) cancelou a viagem a Pernambuco, no próximo domingo (17).

BIOGRAFIA – Eduardo Campos nasceu em 1965, neto de um grande nome da política nacional, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Iniciou a vida política ainda na década de 1980, ao lado do avô. Foi candidato a prefeito de Recife, já foi deputado Federal e ministro da Ciência e Tecnologia no primeiro mandato do presidente Lula.

Em 2006 se lançou como candidato ao Governo de Pernambuco, numa campanha em que aparecia nas primeiras pesquisas em posições pouco favoráveis. Com o início da campanha foi ganhando espaço e desbancou Humberto Costa, candidato do PT, à época e chegou ao segundo turno, quando disputou e saiu vitorioso na disputa com Mendonça Filho (DEM).

Eleito para um segundo mandato em 2010, o governador apresentou a maior eleição na história da democracia brasileira: mais de 80% dos votos válidos para governador em Pernambuco foram para Campos.

O socialista, presidente do PSB, deixou cargo de governador no início de 2014 para se dedicar à campanha presidencial, entrando em embate direto com o PT, que começou ainda no pleito municipal de 2012, quando o partido socialista decidiu lançar candidato próprio para Prefeitura de Recife. Em novembro de 2013, o PSB resolveu entregar todos os cargos que ocupava no governo federal, deixando de vez a base governista.

Recentemente, Eduardo Campos desferia várias críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), porém sempre se mantendo com reservas ao falar do ex-presidente Lula, um de seus padrinhos políticos.

Campos se lançou candidato a presidente numa chapa com a ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva (PSB/REDE), terceira colocada na eleição presidencial de 2010, quando conquistou 20 milhões de voto.

Marina foi impedida de criar sua própria legenda por falta de assinaturas. A chapa de Campos e Marina aparece nas pesquisas de intenções de voto na terceira colocação.

Elielson Lima 13 ago 2014 - 16:34m

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