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Na Câmara do Recife, Marília e Isabella acusam preconceito

Publicado em: 06/08/2014 - 19:41m

A vereadora do Recife Isabella de Roldão (PDT), que antes fazia parte da base de apoio do prefeito Geraldo Julio (PSB) e do candidato a governador da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), subiu à tribuna da Casa de José Mariano, na tarde desta terça-feira (5), para condenar a postura do PSB voltada para ela e para a também vereadora Marília Arraes (PSB). De acordo com a pedetista, as duas parlamentares foram escolhidas para serem “ridicularizadas” e “expostas”.

“Eu me solidarizo com vossa excelência diante dessa brincadeira que eu diria de mau gosto, de aspecto machista, que afeta diretamente a honra de uma mulher. Queria aqui dizer que essa mesma brincadeira roda e ronda os corredores das instituições, os jornais, os comentários a respeito de traição. Eu também trago aqui a pecha da traição e volto a repetir: duas mulheres foram escolhidas para serem expostas, ridicularizadas, agredidas”, declarou Isabella.

O repúdio diz respeito a dois episódios: o primeiro trata da insatisfação de integrantes da Frente Popular com Marília e que por isso teriam batizado a cadela do comitê de Paulo Câmara com o nome dela, segundo trouxe a coluna Folha Política; o segundo diz respeito às exonerações de comissionados indicados pela vereadora Isabella de Roldão.

Em aparte, a vereadora Marília Arraes agradeceu a solidariedade de Isabella, mas disse que “não me sinto ofendida na minha honra”.

“Quem está manchando a honra de tantas lutas que apresentou o PSB é quem hoje está à frente do partido. Porque só o fato de se permitir que haja um animal, que um animal que não tem nada a ver com a situação, mas que dá uma conotação pejorativa a alguém que simplesmente está fazendo o que pensa, só de se permitir que isso aconteça, já é uma falta de decoro. Já é se manchar a honra de tanta gente que deu sua vida pelo partido e inclusive eu, porque partidária eu sempre fui”, disparou.

A socialista continuou afirmando que quem está na frente “não me representa” e que por isso teve a atitude que muitos gostariam de ter, mas não tiveram coragem. Marília relatou também retaliações administrativas do tempo em que comandou a Secretaria de Juventude e Qualificação na Prefeitura do Recife, a qual chamou de “recém-inventada” e que “o tamanho em que consistia a secretaria já traduzia a falta de respeito com o quadro político que a gente era no partido e com o gesto político que estava sendo feito de nossa parte de aceitar essa secretaria”.

As críticas de Marília Arraes também foram direcionadas a Paulo Câmara e ao prefeito Geraldo Julio (PSB). “E se o fato de toda equipe de campanha permitir que haja um cachorro ou uma cadela no comitê com o nome de uma pessoa que dedicou a vida inteira ao partido e que inclusive doutor Paulo Câmara é candidato graças a uma luta nossa. Graças a quantas vezes no movimento estudantil quando estávamos fora do governo eu representei o partido. Não foi doutor Paulo Câmara que estava na rua balançando bandeira, também não foi doutor Geraldo Julio. Sequer me lembro de nenhum dos dois em nenhuma atividade política. O que não significa que nós que estávamos nessa atividade não estivéssemos nos preparando intelectualmente e tecnicamente”, disparou.

Elielson Lima 06 ago 2014 - 19:41m

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