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Opinião

"Os problemas da apatia política", por Gabriela Rêgo


“Na verdade, os departamentos individuais do governo podem ser, algumas vezes, melhor concebidos como sendo simplesmente outro tipo de grupo de interesse, uma vez que eles próprios competem por recursos escassos. Assim, as tomadas de decisões democráticas envolvem um constante processo de troca entre as demandas de grupos relativamente pequenos a e o apaziguamento destes grupos, embora de forma alguma todos os interesses sejam satisfeitos plenamente.” ( David Held)

Partindo daí, é possível ver que dentro de uma sociedade existem vários tipos de pontos de pressão, grupos de pressão. O que faz com que até o governo se torne um, desses pontos, dentro das tomadas de decisões. O que torna essa instituição ainda mais poderosa na tomada e escolha de decisões.

Todo partido tem uma agenda política, que é o que chamamos de políticas públicas. Muitos autores sobre política, afirmam que grande parte da população não está inclusa, não está representada por essas políticas públicas, porém, alguma parte da população é representada? O que se vê no plano político atual é a representação apenas de si, cada um puxa para o seu lado, e a partir do momento em que isso fica explícito,  tenta-se esconder. Embora a apatia política seja mais comum do que deveria.

A apatia política torna-se praticamente imoral, então, quando, a partir de um dado momento quer se tomar partido sem nem entender o sentido geral. Tomando como exemplo o processo atual de tentativa de impeachment contra a atual Presidente da República, para melhor entendimento dessa questão. Se um cidadão é apático com o atual processo político nacional, neste ou outros momentos em que a politica toma foco, sente necessidade de discutir ou argumentar sobre o assunto apenas por estarem foco naquele momento torna a discursão não plausível,  já que não há compreensão do total. Ou é apenas o desejo de se encaixar em determinados grupos sociais, para não ficar de fora de um movimento, se explicitamente a favor ou contra. O que acabam não percebendo é que certos atos dão mais poder a quem não deveria nesse momento tão caótico. E tudo o que a nação não precisa agora é estar divida ou apática. Os próximos dias serão decisivos para o dia a dia de cada cidadão. O país vai mudando com os exemplos que vão sendo dados, não com opiniões.

Escrito por Gabriela Rêgo, estudante de Ciências Sociais da UFRPE.

Elielson Lima 15 abr 2016 - 21:58m

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