Governo – Pandemia não acabou
Causou

Daniel Coelho faz palestra na Universidade de Oxford, na Inglaterra


O deputado federal e pré-candidato do PSDB à prefeitura do Recife, Daniel Coelho (PSDB), fez palestra neste sábado (18) na Universidade de Oxford (Inglaterra).

Ele foi ouvido por estudantes durante o “Brazil Forum UK 2016” e na ocasião falou sobre a situação política em que o Brasil se encontra após o processo de impeachment (ainda inconcluso) da presidente Dilma Roussseff.

Também estiveram no evento o ministro Luís Roberto Barroso (STF), o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) e o ex-advogado-geral da União Luís Inácio Adams.

Segundo Coelho, o sistema partidário brasileiro está intrinsicamente ligado à corrupção. “A gente consegue identificar essa polarização entre PSDB e PT nas eleições presidenciais, mas quando se vai para o Parlamento percebe-se a fragilidade do nosso quadro político. A abertura de novos partidos, sem identidade ideológica e programática, virou um business no Brasil, virou um negócio. O cara faz um partido porque ali tem interesse, tem fundo partidário e tempo de televisão a ser negociado em eleição, que vai virar a ocupação das estatais para fazer dinheiro através da corrupção”.

Acrescentou que, embora polêmica, a chamada “cláusula de barreira” é essencial para a mudança no sistema atual. Ela foi aprovada em 1995 para vigorar a partir de 2017, mas o STF a considerou inconstitucional.

Para o tucano, dos 35 partidos com registro no TSE, cerca de cinco têm posições ideológicas e programáticas definidas. Isso dificulta a governabilidade porque a fragmentação partidária no parlamento é muito grande.

Ainda em sua palestra, o deputado citou uma situação curiosa que existe no Brasil: partidos que não mudam de posição, independente dos governos.

“Tem deputados que dizem: ‘eu não mudo, quem muda é o governo. Vou continuar sempre do lado do governo’. Há um grupo com o nome de ‘centrão’, que eu considero uma ‘massa cinzenta’, porque é o mesmo pessoal que apoiou Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, e hoje está apoiando Michel Temer. Esse grupo sem identificação atrapalha muito a gente”, disse Coelho.

Ele defendeu também o fim das coligações proporcionais dizendo que no quatro de hoje o eleitor vota num candidato de um partido e elege outro de partido diferente.

Elielson Lima 20 jun 2016 - 13:05m

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