Governo – Pandemia não acabou
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Coluna do sabadão


Retrato da eleição deste ano

Com a licença do cientista político Adriano Oliveira, o tema central de nossa coluna será um retrato da eleição deste ano. Coma a palavra o mestre Adriano:

A eleição municipal de 2016 será diferente das ocorridas em 2008 e 2012. Decifrar as características do pleito municipal de 2016 e entendê-las possibilita que os competidores construam estratégias adequadas para o sucesso eleitoral. Obviamente que as eleições municipais também possuem características próprias. Ou seja: cada município tem a sua particularidade.

Em 2008, os candidatos a prefeito disputaram a eleição em um ambiente caracterizado pela possibilidade da prosperidade econômica. O ex-presidente Lula, reeleito, vendia otimismo para o eleitorado. O eleitor estava otimista com o futuro do Brasil. Denúncias de corrupção envolvendo a classe política não estavam latentes na mente dos eleitores. Na disputa municipal de 2012, o ambiente era de prosperidade econômica consolidada e de otimismo para com o futuro. Não existia a Operação Lava-Jato, a qual expõe de modo negativo a classe política, em particular o PT.

Em Pernambuco, as eleições municipais de 2008 e 2012 ocorreram sob a influência do governador Eduardo Campos. Em 2008, o eduardismo florescia. Eduardo Campos conquistava popularidade e adquiria capacidade de influenciar a escolha dos eleitores. Na eleição municipal de 2012, o eduardismo estava consolidado. Em razão do eduardismo, diversos candidatos conquistaram o mandato de prefeito.

Em 2016, o eleitor, em razão da crise econômica atual, estará pessimista ou com fraco otimismo. Esta última possibilidade ocorrerá caso a economia brasileira emita sinais de recuperação. Os escândalos de corrupção advindos da Operação Lava Jato fortalecerá o descrédito da classe política. Em Pernambuco, o eduardismo não estará presente.

Independente do município, os prefeitos candidatos à reeleição precisarão justificar a sua gestão, a qual poderá estar mal avaliada, e precisará convencer o eleitor de que ele representa um futuro melhor. Tais ações serão realizadas em um ambiente com as seguintes características: 1) Pessimismo ou fraco otimismo econômico; 2) Redução de recursos nos cofres municípios; 3) E descrédito da classe política.

Por outro lado, o candidato da oposição não precisará justificar o presente, ele apenas falará do futuro. E ao falar do futuro, ele terá que conquistar a confiança dos eleitores ao mostrar que as características do presente precisam ser mudadas em um breve futuro. Portanto, observo que a eleição de 2016 será caracterizada pelo aumento do número de prefeitos não reeleitos.

Na ativa – Em uma brevíssima fala no Programa Francisco Jr, o ex-presidente da Câmara Tota Barreto (PSB) foi enfático: “disseram que estava mergulhado, irei voltar com tudo”. Parece que ele vai subir o tom em Carpina.

Na vice – Em Lagoa do Carro, cidade a qual ele foi prefeito, Tota indicará a vice na chapa de Jailson pela segunda vez consecutiva. Além disso, ele lançará seu irmão Rui na chapa proporcional. Em Carpina, seu plano B é seu filho André Barreto (PMB).

 

Rápidas

Dias em Paudalho – O deputado estadual Romário Dias, filiado ao PSD, está empolgado com a parceria com o prefeito Pereria em Paudalho. Durante inauguração da Praça do Alto do Cruzeiro o parlamentar anunciou que está na corrida para atrair empresas para cidades.

Arraiá do Diogo – O pré-candidato e empresário Diogo Prado (PCdoB), reuniu mais uma vez amigos, correligionários e populares para reviver os festejos juninos em sua casa na Praça José Otávio. Ele pode ser uma das surpresas dessa eleição.

Pinga-fogo: Tem gente apostando que Joaquim Lapa não registrar candidatura. Em entrevista ao Boka no Trombone, ele garantiu que disputa. O tempo dirá quem está certo!

 

 

Elielson Lima 02 jul 2016 - 4:33m

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