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Coluna Pensando Direito Quanto vale o seu voto? – Alfabeto Político: Especial Eleições 2016, por Dr. Moises de Assis Jr

Quanto vale o seu voto? – Alfabeto Político: Especial Eleições 2016, por Dr. Moises de Assis Jr


Hoje chegamos ao último texto da nossa série especial Eleições 2016 e queremos propor a você, leitor, uma reflexão sobre o valor do seu voto.

voto

Através do voto, o eleitor expede um mandato eletivo para determinado candidato que passará a representar os interesses da coletividade, respeitando a coisa pública e cumprindo com as funções típicas de seu cargo eletivo.

Em razão da importância dessa manifestação de vontade, o Eleitor deve tomar a decisão de seu voto de forma consciente; compreendendo as funções que o seu candidato terá que exercer; investigando se o seu candidato reúne, de verdade, as condições mínimas para exercer essas funções; e, por fim, compreendendo como funcionam as engrenagens do sistema eleitoral que transformará o seu voto em mandato eletivo.

 Foram exatamente esses pontos que nós, ao longo dessa série, tentamos debater com você, eleitor, para lhe tornar apto a tomar uma decisão consciente.

E a decisão política do voto consciente é aquela que leva em consideração elementos estritamente políticos, na busca de escolher o candidato mais adequado ao seu perfil Político.

A Democracia morre um pouco a cada eleitor que toma a decisão de seu voto por fatores alheios aos políticos, seja em troca de favores pessoais, seja em troca de emprego comissionado, seja em troca de dinheiro.

Quando o eleitor decide o seu voto em busca de uma satisfação pessoal, ele próprio acaba por macular a Democracia Representativa, que deveria atribuir mandatos a representantes dos interesses da coletividade, e jamais interesses particulares.

 Nesse sentido é importante refletir sobre uma infeliz realidade ainda presente em nosso município, como em qualquer outro: a venda de votos. 

Chamamos de “venda” de votos neste momento porque queremos colocar o foco dessa prática em você, eleitor.

A venda do voto pelo eleitor é uma das práticas mais danosas à nossa Democracia, porque, além de tornar seu voto inconsciente e ineficaz politicamente, ele acaba colaborando por eleger um candidato descompromissado com a causa pública e afeiçoado a práticas criminosas (já que compra de votos é crime).

 Reflita comigo: O eleitor, podendo escolher qualquer candidato, escolhe aquele que, para conseguir ser eleito, oferece determinada vantagem econômica ao eleitor. Em outras palavras, o eleitor troca seu voto por vantagem econômica: vende o seu voto.

Este candidato hipotético deveria ser eleito para ser o representante da coletividade. Todavia, no lugar de defender os interesses dos eleitores, este político eleito troca o seu voto por vantagem econômica e passa a defender interesses particulares. Deixa de existir autonomia e independência na representação da população.

Acha que isso não existe? E o que você acha que foi o mensalão? Se você buscar na memória ou pesquisar um pouco, vai ver que o mensalão era uma espécie de “mesada” que o Poder Executivo pagava aos membros do Poder Legislativo para aprovarem os projetos da forma que o Executivo queria, deixando de atender os anseios da população

Assim, o político eleito, que deveria representar a população, deixou de representá-la ao mesmo passo que trocou o seu voto por recebimento de vantagem econômica própria.

Mas espera aí… Se o eleitor fez o mesmo, trocando o seu voto por vantagem econômica, então o político que se vende é a fiel representação do eleitor que se vendeu!

Com esse raciocínio, criticar políticos não é tão simples assim.

Como dito, a Democracia é o sistema que tenta garantir que a sociedade tenha os representantes que merece. Pense nisso antes de decidir o seu voto.

E pense nisto também: será que o mensalão só existia no Congresso Nacional, lá em Brasília?

Portanto, Eleitor, não se engane, seu voto é muito valioso. Seu voto não tem preço!

Por isso, caro Leitor/Eleitor, não venda seu voto. Escolha o seu candidato de forma consciente, de forma a garantir que o seu candidato seja capaz de representar os melhores interesses da coletividade no exercício da sua função política institucionalmente atribuída, com autonomia e independência.

Busque candidatos que não negociam votos!

Tenha em mente que essa decisão terá consequências para toda a coletividade, ao menos pelos próximos quatro anos.

Vá às urnas no próximo Domingo e exerça a Democracia de forma consciente.

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Este texto é integrante de uma série de textos chamada Alfabeto Político.

Para saber mais, clique aqui e leia todos os textos dessa série que visa debater alguns temas sobre a organização política brasileira.

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Moises de Assis Jr. é advogado militante em Pernambuco, para maiores informações e outros temas do direito, acesse www.santoseassisadvogados.com

 

Elielson Lima 30 set 2016 - 23:47m

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