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Partidarizando Daniel Coelho: “PSDB caiu na vala comum”

Daniel Coelho: “PSDB caiu na vala comum”


Daniel  Coelho é um dos “cabeças pretas” do PSDB. A expressão designa os jovens parlamentares que cobram da cúpula tucana novas atitudes em relação à política e ao país. Sua tônica, assim como dos colegas jovens do PSDB é a defesa de uma postura independente do governo Michel Temer.

Em entrevista ao site Congresso em Foco, ele diz que todos os partidos políticos estão “destruídos”. Afirma também que o PSDB caiu na “vala comum” ao adotar uma posição seletiva em relação à corrupção, condenando a de Dilma, Lula e do PT, mas aceitando a de Temer. Critica a proposta de reforma da Previdência. Defende uma agenda liberal, mas com compromisso com os mais pobres.

“Acho que o PSDB sofre com a corrupção, não dá para esconder isso, é evidente. Sofre como os demais partidos. A gente chegou num patamar que é muito ruim, que é as pessoas acharem que todos os partidos são corruptos. O PSDB, também. O PT talvez tenha tido um ganho com isso. O PT teve o primeiro desgaste com a corrupção, mas acho que hoje há uma imagem de generalização da corrupção. Até partidos pequenos, que acham que estão fora disso, acho que estão enganados. Vai falar com o povo lá na ponta, não sei as pessoas veem que partido tal tá fora”, disse Coelho.

“Essa posição seletiva dos partidos em relação à corrupção do PMDB e do PT nessas viradas de governo, deixou todo mundo no mesmo barco. Não sei se há um sentimento específico com o PSDB.  Mas ele talvez tenha perdido a oportunidade de se diferenciar. Se ele tivesse optado por manter agora a mesma linha crítica que teve no período Dilma, mesmo tendo pessoas do partido acusadas, ele poderia ter se diferenciado. Na hora que ele se divide e deixa de se posicionar, fica na vala comum. Mas não acho que haja alguma coisa específica de corrupção contra o PSDB. A corrupção está em todos os partidos e no PSDB, isso é um fato. E acho que é assim que as pessoas estão encarando”, afirmou o tucano.

O parlamentar de Recife demonstra temor quanto à candidatura de Jair Bolsonaro, que “cresce muito e cresce rápido”. Assume que seu preferido para disputar a Presidência da República pelo partido é Geraldo Alckmin. “Acho que Doria não está preparado, não tem ainda experiência. Precisa andar mais”, resumiu.

Confira a entrevista no site do Congresso em Foco

Elielson Lima 19 set 2017 - 23:21m

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