Opinião #Opinião Nova política, Sofisma e Pensamento de Direita

#Opinião Nova política, Sofisma e Pensamento de Direita


Por Lauro Chaves*

As pesquisas eleitorais passaram a ser questionadas, inclusive pelos cientistas políticos, após alguns fatos, quais sejam: 1) o Plebiscito sobre as FARC; 2) a consulta pública sobre o BREXIT e 3) a eleição de Trump (frente ao favoritismo apontado para Hillary Clinton).

O quê houvera? Por que as pesquisas erraram tanto? Com a palavra os experts. Apenas ressalto o quê um matuto (sábio) me disse “falta às pesquisas o bebinho que cutuca” (numa alusão à distância que existe, não raras vezes, entre a teoria e a prática).

No Brasil, as pesquisas vêm cumprindo seu papel, apontando os cenários na corrida presidencial, na qual o ex-presidente Lula e o candidato Bolsonaro aparecem despontando (ressalte-se, igualmente, a liderança na rejeição a ambos).

Deve-se destacar também a polarização existente no país entre o PT e o PSDB – que nos governou por quase 22 anos – e o fato de nenhum Presidente ter sido eleito, desde a redemocratização, sem o apoio do chamado centrão (senão em bloco, mas pelo menos em parte).

Então, eis que surge uma candidatura viável de um Deputado Federal do RJ, com 7 mandatos, que, mesmo assim, intitula-se (e muitos acreditam) como “outsider”.

Também se autodefine como representante de uma nova política. Será? Aos fatos: 1) descobriu-se, há pouco, que uma vendedora de açaí, estava lotada em seu gabinete (recebendo sem trabalhar: fantasma); 2) usou auxílio-moradia, mesmo tendo residência em Brasília, como disse “para comer gente”; 3) seu candidato a vice afirmou: “negro é malandro”; 4) recebeu doação da Friboi, através do seu Partido (numa operação cruzada); 5) defende a ditadura; 6) não faltam vídeos, nos quais agride mulheres; etc.

Então, muitos questionam, como alguém que coleciona tantos fatos reprováveis, além de possuir um Q.I. flagrantemente aquém ao cargo que almeja, pode estar liderando as pesquisas?

Quem dera eu tivesse a capacidade de cravar a resposta; contudo, se “o bebinho que cutuca” não contrastar os institutos pesquisadores, é mister reconhecer, como dizia Bobbio, que o pensamento de direita está se fazendo presente, no movimento pendular da história.

É imperioso reconhecermos que o pensamento direitista sempre existiu na sociedade brasileira, mas que se num passado não tão distante hibernava, hoje se sente sobrepujado pelos últimos casos de corrupção (esquecendo os escândalos produzidos nos governos de direita – quando podiam vir à tona) e por alguém que tenha coragem de defendê-lo.

Enfim, retorno a Bobbio – ser de direita ou de esquerda, não quer dizer ser mal ou bom – por isso, meus respeitos aos eleitores de Bolsonaro; só não dá para acreditar em sofismas.

*Advogado, Especialista em Direito Tributário (IBET) e Mestrando em Dir. Tribut. (UCA)

Elielson Lima 14 ago 2018 - 18:13m

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