Opinião

#Opinião As veias abertas de uma Nação


Por Paulo Fernando de Lima Oliveira*
Não são tempos normais, o Brasil nunca esteve tão dividido entre ideologias tão díspares. Estamos sentindo na pele o preço da competição politica implantada com o modelo de Estado da Constituição de 1988.
Podem dizer que na eleição de Fernando Collor o pais estava muito mais fragmentado que hoje, tendo em vista o numero maior de candidatos à presidência da república, mas é fato que o engajamento da sociedade e o antagonismo entre os candidatos é figura cada vez mais latente na nossa Democracia.
Nesse cenário belicoso o salto para a violência física é rápido, bastando que um grupo ou uma pessoa inicie o processo. Eis que em Juiz de Fora, Minas Gerais, alguém dispara o gatilho da instabilidade com um atentado à vida do presidenciável Jair Bolsonaro, líder nos cenários eleitorais sem o ex-presidente Lula.
A agressão sofrida por Jair Bolsonaro representa um ataque direto à nossa recente democracia. A violência contra candidatos é um sinal grave da fraqueza institucional e de baixa maturação democrática de uma população. A capacidade de diálogo de uma sociedade diz muito sobre seus limites e propensões para o futuro.
Tendo isso em vista, é preciso que o fato seja tratado com todo cuidado, pois já é possível ver nas redes sociais os ânimos exaltados no limite do impossível. Nas palavras do próprio candidato a vice de Bolsonaro: “se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós”.
Com esse atentado ficam abertas as entranhas de uma população com pouco capital social, de um sistema politico extremamente beligerante e de instituições frágeis. O que sairá desse caldo não será apenas o presidente do Brasil nos próximos quatro anos, mas sim os rumos de nossa Nação.
O Brasil sangra.
*Advogado, doutorando em Direito pela UFPE.
Elielson Lima 07 set 2018 - 14:16m

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