Partidarizando Juventude do PSDB pede autocrítica ao partido

Juventude do PSDB pede autocrítica ao partido


Entrando numa “tempestade” após a eleição, o PSDB começa a deglutir a redução da bancada na Câmara Federal e o baixo índice do presidenciável Geraldo Alckmin no primeiro turno. Esses episódios foram lidos por integrantes do PSDB como sinais dados pela sociedade, por uma reformulação dos partidos e políticos tradicionais. O secretário-geral nacional da Juventude tucana, o pernambucano Rodrigo Barros, afirmou que há necessidade de autocrítica e esse sentimento, compartilhado por diversos estados, será direcionado à Executiva Nacional nesta terça-feira (9).

Segundo Rodrigo Barros, há correntes no PSDB preparando diversos posicionamentos nesse período pós-eleição. “Há um movimento, querendo fazer varredura dentro do PSDB e uma autocrítica, o partido deve reconhecer os erros, quem cometeu corrupção”, esclarece o tucano. “O PSDB teve uma participação decisiva na redemocratização, com as Diretas Já, a Constituinte, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas hoje o partido passa por um momento crítico, fruto de pessoas que utilizaram da credibilidade do partido para benefícios próprios”, explica.

Apesar de deter o maior tempo de horário eleitoral gratuito, a candidatura presidencial do PSDB não foi capaz de repetir o desempenho tradicional da sigla nas últimas seis eleições, perdendo espaço para Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL), como rivais do PT na polarização. “O Aécio (Neves) e pessoas envolvidas na Lava Jato estão manchando o partido. O resultado, no domingo, é uma lição das ruas. O povo pede mudança, a gente está tendo dois candidatos extremistas, um de direita e outro de esquerda. O centro está propício a ser escanteado da política, por conta do radicalismo”, verifica.

Nomes como Tasso Jereissati e Geraldo Alckmin são mencionados por Rodrigo Barros como exemplos de correligionários com vida limpa, que seguem a linha do que o PSDB tem pregado desde sua fundação e que têm sido prejudicados por más influências internas. “A maioria dos estados já expressou um sentimento de renovação partidária. O grande líder é o Tasso Jereissati. Desde novembro do ano passado, ele pediu que fizesse essa autocrítica. Hoje, a gente de fato vê que era importante”, reconhece.

Elielson Lima 10 out 2018 - 12:24m

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