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Economia #Economia 25 anos do Plano Real: a maior conquista da história do Brasil

#Economia 25 anos do Plano Real: a maior conquista da história do Brasil


Por Fábio Almeida*

Ao final da Ditadura Militar a economia brasileira entrara em colapso. A inflação alta, uma economia totalmente indexada, arrocho salário, e a renda que não parava de cair. A bomba-relógio da inflação explodiu. Toda sorte de feitiçaria macroeconômica foi tentada por Sarney, Collor, e ambos fracassaram na luta contra a inflação. Em 1993, já durante o governo Itamar, a inflação chegou a 2.700%.

Anteriormente, nenhuma das inúmeras tentativas de planos econômicas foi capaz de reverter à situação da inflação crônica. A inflação acumulada de 1965 até 1994 foi de aproximadamente 1 142 332 741 811 850% (IGP-DI), o que demonstra o tamanho da tragédia social vivenciada pelo Brasil. Desde 1942 foram desenvolvidos diversos planos econômicos, dos quais nasceram novas moedas: Cruzeiro Novo (1967), Cruzeiro (1970), Cruzado (1986), Cruzado Novo (1989), Cruzeiro (1990), e Cruzeiro Real (1993).

Esse ambiente é inimaginável atualmente. Levou milhões a pobreza extrema. Era impossível para as empresas e pessoas fazerem qualquer tipo de planejamento, poupança, investimento. Os supermercados, por exemplo, não compravam caminhões para efetuar entregas, mas para se protegerem da inflação. Não tinha como fazer planos de longo prazo.

As classes remediadas compravam dólar. As pessoas investiam no overnight, que era um mercado de empréstimos diários, o que demonstrava que a economia estava em colapso.

A inflação crônica resultou no aumento da pobreza, desequilíbrio das contas externas, impedimentos no financiamento do setor público, atraso tecnológico, falta de competitividade na indústria, redução do poder de compra da população, falta de crédito, entre outras mazelas.

Neste cenário catastrófico, o ministro da fazenda FHC reuniu os economistas Pérsio Arida, André Lara Resende, Francisco Lopes, Gustavo Franco, Edmar Bacha, Pedro Malan, Winston Fritsch, e o executivo Clóvis Carvalho, e juntos começaram a elaborar o Plano Real em 1993, que foi lançado em 1 de julho de 1994 com o objetivo de combater a inflação e promover a estabilidade monetária.

O Plano Real foi uma verdadeira revolução no país. A maior realização da história do Brasil. Esta começou no ano de 1994 e permitiu que empresários e consumidores pudessem fazer planos e investimentos, bem como desenvolver políticas públicas destinadas aos mais pobres. Para entender o tamanho desta revolução é só olhar a figura 1 logo abaixo:

 

Conforme pode ser percebido na figura 1, os pobres eram os mais afetados pela inflação. Isso obrigava os menos favorecidos a irem correndo para o supermercado assim que recebiam dinheiro para poder comprar alimentos, pois os preços eram remarcados várias vezes ao dia.

A revolução promovida pelo Plano Real em dois anos (1994-1995) tirou da pobreza cerca de 9 milhões de pessoas da miséria. Na década seguinte entre 1995 e 2005 a partir de uma combinação de crescimento econômico e mudanças demográficas e politicas sociais direcionadas aos mais pobres, permitiram que 20 milhões de brasileiros saíssem da miséria absoluta.

Isto permitiu que a sociedade de maneira geral tivesse condições para financiar automóveis, eletrodomésticos, casas; o governo de criar uma rede de programas sociais para atender os mais pobres (Bolsa Escola, Vale Gás); as empresas financiar o aumento de sua produção; estabelecimento de uma política real de aumento do salário; e a conservação do poder de compra da população. Fatores estes essenciais para redução da pobreza, previsibilidade na economia, com ganho em diversas áreas do setor público e privado.

E, como efeitos que perduram até os dias atuais, o Plano Real promoveu o poder aquisitivo da população, acesso ao crédito e ao financiamento para todos, estabilidade econômica, adoção de novas tecnologias, aumento dos investimentos na indústria, previsibilidade na política monetária, reestruturação do sistema bancário.

Por causa das reformas constitucionais na área de economia para o Real, o Estado Brasileiro melhorou suas condições legais, bem como na reestruturação das contas dos estados, incluindo metas de ajuste financeiro, patrimonial e administrativo, visando à solvência do governo nas esferas municipal, estadual e federal.

Outra medida essencial para o sucesso do plano real foi à reforma administrativa que durou até o final do governo de FHC, e pode ser caracterizada pelo desenvolvimento de instrumentos necessários à redução das despesas com pessoal, tais como alterações nas regras de estabilidade do servidor, metas fiscais, Lei de Responsabilidade Fiscal, e inserção do fator previdenciário que ajudou a evitar a insolvência da previdência.

Outras medidas que foram implementadas no governo de FHC para garantir a sustentabilidade do Plano Real e a restruturação do Estado, foram às quebras de vários monopólios, bem como privatizações de telecomunicações, de bancos, fim da reserva de mercado na navegação de cabotagem, bem como das diferenças entre empresas nacionais e estrangeiras, e a reestruturação do sistema financeiro por meio do Programa de Incentivo à Redução da Presença do Estado na Atividade Bancária (PROER), fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (SFN), criação do Comitê de Política Monetária (COPOM), criação das agencias reguladoras, lei das patentes, substituição do câmbio fixo pelo flutuante, instituição do sistema de metas de inflação, e aprovação da reforma da gestão pública. 

A vitória sobre a hiperinflação promovida pelo Plano Real é resultado de quase 10 anos de mudanças estruturais no Estado, na economia, no sistema financeiro, nos marcos regulatório, na Constituição e no sistema legal. Esse processo foi iniciado no governo Itamar Franco e durou até o segundo governo FHC.

O Plano Real é uma pérola, salvou o Brasil do caos e, de se tornar em um país famélico e ingovernável. Infelizmente não foi fácil e, muitas das conquistas do Plano Real estão ameaçadas devido ao grave problema fiscal brasileiro, e a falta de reformas estruturais que o país precisa que não foram efetuadas durante os governos do PT.

Infelizmente, devido à demagogia, oportunismo, e irresponsabilidade o Plano Real sofreu fortes ataques e forte oposição. Foram contra o Plano – Lula e o PT, Leonel Brizola e seu PDT, Miguel Arraes e seu PSB, e os partidos nanicos como PC do B, e; em especial, o atual presidente da República, pois Jair Bolsonaro fez ferrenha oposição ao Plano Real. O atraso ideológico parece sempre andar junto contra as reformas que o país precisa.

Devido à capacidade de articulação política de FHC e a qualidade da equipe econômica (a nata da economia brasileira), o Plano Real tornou-se realidade e completou 25 anos, dando ao Brasil o que ele nunca havia tido em toda sua história: uma moeda estável e com poder real de compra.

*Economista

 

Elielson Lima 04 jul 2019 - 7:30m

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