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Opinião #Opinião O Brasil afunda numa crise política profunda

#Opinião O Brasil afunda numa crise política profunda


Por Tiago Lima Carvalho*

Ao contrário da substituição de Luiz Henrique Mandetta, aparentemente o “divórcio” entre Sérgio Moro e Jair Bolsonaro foi tudo, menos consensual. As declarações do ex-juiz são graves e revelam uma interferência política profunda na Polícia Federal. O Supremo Tribunal Federal vai ter que entrar no circuito, obrigatoriamente.

Em seu bombástico pronunciamento, há pouco, o agora ex-ministro Moro afirmou, com todas as letras, que apesar dos escândalos de corrupção dos governos petistas, sobretudo aqueles que foram revelados na gestão de Dilma Rousseff, a autonomia da Polícia Federal foi mantida. A frase vem em contraponto à gestão Bolsonaro.

Para o ex-juiz, não houve motivos suficientes como “insuficiência de desempenho” nem nada do tipo que justificassem a troca do comando da Polícia Federal. O que ocorreu, segundo palavras dele, foi uma interferência político-partidária capitaneada pelo presidente da República.

Sobre essa postura de Bolsonaro, aliás, o ex-ministro revelou a intenção do presidente em trocar, além do Diretor Geral, diversos superintendentes estaduais da Polícia Federal.
Feito isso, o ex-juiz não admitiu a devassa que Bolsonaro queria (ainda quer) fazer na instituição, e preferiu deixar o cargo. Isso é grave, muito grave.

Finalmente, se a intenção do presidente era fritar o ex-juiz, ao demiti-lo, caiu do cavalo. Sérgio Moro lançou uma bomba nuclear sobre o terceiro andar do Palácio do Planalto. A situação política e social do presidente já é frágil, e agora a repercussão dessas palavras vai ser nefasta para o governo.

Politicamente, Moro é mais um ministro com alta popularidade (após o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta) a deixar o governo do presidente Jair Bolsonaro. O capitão reformado fica, agora, ainda mais isolado e com menos apoio popular.

O abalo sísmico que tivemos no mundo político, hoje, pode ser comparado àquele do chamado “Joesley Day”, que foi grave ao ponto de levar o ex-presidente Temer a se pronunciar e afirmar que não renunciaria ao cargo que ocupava. O que Bolsonaro dirá aos seus fiéis eleitores agora?

Eu, na minha experiência de observador de fatos políticos desde muito jovem, nunca vi um governo sofrer tantos abalos fortes, em sequência, e permanecer de pé. A queda do presidente da República é, sim, questão de tempo. Podem virar a ampulheta e esperar a areia cair.

*Bacharel em Relações Internacionais
Secretário Geral da Juventude do PSB DE PERNAMBUCO

Elielson Lima 24 abr 2020 - 14:55m

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