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Opinião Opinião | Goiana e a falta de um líder

Opinião | Goiana e a falta de um líder


Por Alexandre Almeida*

Aprendi desde muito cedo que liderança política não se ensina na escola ou se compra, mas se forja ao longo da experiência, na prática da lida diária, no enfrentamento de embates, na construção de alianças e consensos e, por fim, na conquista da simpatia popular expressa na vitória eleitoral.

Não é incomum o líder maior de uma cidade chegar à Prefeitura queimando etapas, sem passar em sua carreira por período de prática administrativa prévia. Dependendo de suas habilidades, ele poderá ter sucesso ou se tornar um grande fracasso, perdendo rapidamente seu capital político.

No mundo político, o líder eficiente é aquele que se comunica com clareza; que agrega aliados e pessoas para colaborar com sua administração; que soluciona conflitos; que motiva a sociedade; e que conquista confiança.

Eventualmente o líder pode confundir poder com autoridade, que são conceitos diferentes, na democracia. O poder é outorgado através do voto e está subordinado as medidas da estrutura institucional e da ética. Autoridade deriva do uso desse poder e da autenticidade conquistada na atividade diária. Desempenhar o poder sem respeitar seus limites legais é, simplesmente, autoritarismo que não combina com democracia.

Essas singelas observações são para propor uma avaliação do desempenho da liderança da atual gestão da Prefeitura de Goiana, perguntando ao leitor e à leitora quais, das cinco principais competências de um líder, apresentadas a seguir, teria o Chefe do Executivo Municipal?

1. Promover relacionamentos construtivos. O bom líder administra para todos, deixa para trás as disputas e procura construir um ambiente proativo para sua gestão. Lidera sem ódio e sem medo, como dizia, Marcos Freire. Não estimula a intriga, mas a união; não provoca os adversários, mas trata todos com respeito.

2. Resiliente. O bom líder trata com equilíbrio as pressões, as dificuldades e a impaciência. Não cai em emoções e agressões gratuitas.

3. Seguro e flexível. O bom líder é seguro, não se estressa com as críticas, mas pondera e aceita aquelas construtivas, e é flexível, estando pronto a aceitar as ideias diferentes da sua e se ajustar as novas situações.

4. Inspirador. O bom líder tem capacidade para inspirar seus liderados e a população com conduta equilibrada sendo o primeiro a dá o exemplo.

5. Comunica-se com sutileza. O bom líder se expressa com clareza e objetividade, transmitindo confiança, credibilidade e transparência.

Na minha visão, a falta de inteligência emocional e da incontinência verbal daqueles que estão no comando do Poder Executivo nos faz desejar sonhar com a necessidade urgente de construirmos um norte, sério, concreto, fundamentado no dialogo com as diferentes esferas de poder e principalmente com o povo para retirarmos do abismo o  município que se encontra desolado. 

* acadêmico em Direito, coordenador do Monitora Goiana e membro do Instituto Histórico, Arqueológico e Geográfico de Goiana (IHAGGO).

Elielson Lima 20 jul 2020 - 13:47m

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