Governo de Pernambuco – Use máscara 1
Opinião No Twitter, Daniel critica cota racial para eleição e compara com nazismo

No Twitter, Daniel critica cota racial para eleição e compara com nazismo


Coordenador da campanha da candidata a prefeita do Recife Patrícia Domingos (Podemos), o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) atacou ferozmente nas redes sociais a cota racial estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e avalizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a eleição municipal. A política afirmativa foi proposta como forma de ampliar a participação de candidato(as) negros(as) no pleito deste ano, com condições de tempo de exposição e recursos financeiros equânimes. Daniel condenou veementemente a iniciativa e chegou a compará-la com o nazismo, regime totalitário alemão que, durante a Segunda Guerra Mundial, promoveu o genocídio de milhões de pessoas em todo o mundo.

“Cota racial para eleição, estabelecida pelo TSE, é uma vergonha. Racismo estatal! Eu como pardo, sou beneficiado por esse absurdo. Eu não quero ter vantagem sobre alguém baseado na cor da pele. Lei que pune alguém pela cor da pele é nazismo. Não ouviram Martin Luther King mesmo”, escreveu Daniel Coelho em sua conta no Twitter, no início da noite desta segunda-feira (5). Minutos após publicar o comentário, o padrinho de Patrícia Domingos apagou o tweet. Contudo, o conteúdo foi rechaçado por diversos seguidores do deputado federal, que condenaram o posicionamento de Daniel em relação à cota.

Em agosto, após interpelação da deputada federal Benedita da Silva (RJ-PT), os ministros do TSE decidiram que candidatos cargos eletivos negros de cada partido devem receber, na mesma proporção, recursos do fundo partidário e tempo de guia eleitoral na TV e rádio de candidatos autodeclarados brancos. Porém, a medida, no entendimento do Tribunal Eleitoral, deveria começar a valer apenas no pleito de 2022. O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, contudo, determinou que a reserva equânime de recursos financeiros entre em vigor já na eleição deste ano.

Segundo dados mais recentes do IBGE, negros e pardos são mais da metade da população nacional. No entanto, eles são minorias no quesito representatividade. Em 2018, por exemplo, 3 dos 27 governadores eleitos se declaram pardos. Dois anos antes, nas eleições municipais de 2016, só 4 dos 26 prefeitos de capital vitoriosos se declaram pardos. Nenhum deles se reconheceram negros.

Elielson Lima 05 out 2020 - 22:10m

Comentários

Pesquisar

Publicidade

 

 

Curta no Facebook

Arquivos do Blog