Governo – Pandemia não acabou
Na defesa “Nem direita nem esquerda. O que está em discussão é Recife”, diz Álvaro Porto

“Nem direita nem esquerda. O que está em discussão é Recife”, diz Álvaro Porto


Defensor da candidatura de Marília Arraes (PT) à Prefeitura do Recife, o deputado estadual Álvaro Porto (PTB) reitera que as denúncias de irregularidades e investigações que pairam sobre as gestões da legenda socialista no Recife e no governo do estado explicam a urgente necessidade de o PSB ser tirado do poder.

“O PSB usa a atual campanha para apontar corrupção em outros partidos e se esquece das denúncias contra ele. Até onde vai o cinismo do PSB? A quantidade de casos de corrupção em que as administrações do prefeito Geraldo Júlio e do governador Paulo Câmara estão envolvidas é imensa. Portanto, a questão desta eleição do Recife é muito menos a briga entre esquerda e direita. Não estamos fazendo defesa de partido nenhum, mas o que está em jogo é o destino da cidade. E o PSB fez mal ao Recife e aos recifenses, com gestões marcadas por escândalos”, diz.

Álvaro Porto lembra que o PSB precisou do PT para eleger o ex-governador Eduardo Campos nos dois mandatos. Observa também que há dois anos os socialistas pressionaram o PT nacional para tirar Marília da corrida ao governo do estado, abrindo espaço para a reeleição de Paulo Câmara. “Este ano fizeram de tudo para que o PT não concorresse e agora, quando a derrota se desenha, começam a apontar corrupção no PT. Curiosamente, há dois anos, o PT era o melhor partido do mundo para os socialistas, agora é o mais corrupto. O PSB fala e age como se não estivesse por trás dos maiores escândalos de Pernambuco”, frisa.

Porto questiona qual seria o novo começo que o candidato do PSB à Prefeitura do Recife, João Campos, diz querer comandar. “Ele e o grupo que ele representa participaram de tudo que resultou em denúncia no governo do estado e na Prefeitura do Recife. Que novo será esse?”, indaga. “Ao fim de oito anos, a Prefeitura do PSB vive ocupando as páginas policiais. A Polícia Federal está tendo trabalho para investigar desvios de recursos públicos. Já fez de seis a sete buscas na Prefeitura. A compra de respiradores para porcos, agora na pandemia, exemplifica bem o novo que João vai oferecer à cidade”, completa.

A compra a que Álvaro Porto se refere foi feita em março. Foram adquiridos 500 respiradores para uso animal, com dispensa de licitação e gastos de cerca de R$ 11 milhões, segundo informações divulgadas pela imprensa na época. A compra foi denunciada pelo Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado e está sendo investigada. O Ministério Público Federal também abriu inquérito.

Entre os escândalos de âmbito estadual citados pelo deputado – muitos dos quais alvos de denúncias e pedidos de informação apresentados pelo petebista na Assembleia Legislativa – estão a construção do presídio de Itaquitinga, contratos da Arena Pernambuco, desvios de recursos para afetados por cheias na Mata Sul e contratos não transparentes com Organizações Sociais na gestão de hospitais e UPAs.

Anunciado para ser entregue em 2012, o presídio de Itaquitinga é alvo de investigação pelo Ministério Público de Pernambuco por suspeita de desvios de recursos públicos. Já as irregularidades na construção da Arena estiveram na mira da Operação Fair Play, da Polícia Federal. Por sua vez, os desvios do dinheiro das vítimas das cheias, que envolveram, inclusive, a Casa Militar, foram investigados pela Operação Torrentes, também da Polícia Federal. “Inclusive, a empresa que fechou contrato com o PSB na Operação Torrentes é a mesma que agora teve contrato para venda de equipamentos na pandemia. Isso precisa ser investigado”, enfatiza.

No que diz respeito à falta de transparência no emprego de recursos públicos com as OSs da Saúde, o próprio deputado apresentou denúncia ao Ministério Público Federal e ao TCE. “Teve ano que Pernambuco gastou R$ 1 bilhão em contratos que foram firmados sem transparência”, lembra.

O deputado diz ainda que o PSB precisa explicar a compra do jato que matou o ex-governador Eduardo Campos e mais seis pessoas, em 2014, em Santos (SP). Lembra que a investigação da PF aponta a existência de um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 600 milhões e envolvido empresas fantasmas, nomes de laranjas, além de propinas relacionadas à campanha presidencial de 2014.

Para Porto, o PSB está fazendo de tudo para não perder a Prefeitura porque sabe que todas as denúncias serão abertas e investigadas. “Ele vão ter que responder por todos os escândalos. Além disso, vão perder as mamatas de cargos e já podem se preparar para deixar o Palácio também”, salienta.

O deputado observa ainda que as deficiências do candidato a prefeito e o consequente descontrole do PSB na campanha se devem à centralização e erros na condução do processo. “A sede da Prefeitura é no Cais do Apolo, mas todo mundo sabe que as ordens cumpridas ali partem do bairro de Dois Irmãos. Faltou combinar com a população que demonstra rejeição ao candidato do partido”.

Juliany Santos 23 nov 2020 - 19:08m

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